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A geração “Delivery” no mercado de trabalho

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A geração “Delivery” no mercado de trabalho

Eu tive a sorte de poder, desde criança, ser incentivado a aprender como as coisas funcionam. Eu era um daqueles garotos que desmontavam os aparelhos eletrônicos e depois tentava montá-los novamente. Além disso, quando voltava da escola eu costumava ir “trabalhar” com o meu pai e com isso tive a oportunidade de visitar diversas fábricas.

As escolas em que estudei também tinham essa característica e todo ano ela levava os alunos em alguma fábrica diferente. Me lembro de ter visitado uma fábrica de brinquedos, uma de refrigerante e outra de papel. Talvez seja por isso que até hoje adoro aqueles programas que passam na TV a Cabo que mostram como um determinado produto é produzido.

Quando iniciei minha jornada profissional muita coisa era feita na mão. Não existiam as inúmeras ferramentas de marketing digital da atualidade, plataformas de E-commerce, editores de imagem, editores de vídeo, entre tantas outras coisas que usamos no nosso dia a dia de forma automática e que nos fazem economizar um tempo danado.

Não estou falando isso por mero saudosismo ou orgulho. Falo isso por receio. Como assim?

Ultimamente venho realizando diversas entrevistas de emprego com candidatos para formar a equipe de um projeto de Ecommerce. O cargo tem o nível de Analista, ou seja, não estamos procurando nenhum mega-expert na área, mas sim uma pessoa que já tenha uma formação mínima para desempenhar as responsabilidades que o cargo exige.

Durante as entrevistas para a Vaga de Analista de Marketing Digital, costumamos fazer a seguinte pergunta:

– O que é Taxa de Engajamento e como medir a Taxa de Engajamento de um post no Instagram?

Considero esta uma pergunta simples, que envolve um mínimo de conhecimento teórico e um conhecimento básico de cálculo.

A primeira parte da pergunta geralmente é respondida sem problemas. Fico feliz, afinal, o candidato sabe a teoria. Na segunda parte da pergunta é quem vem o problema… A maioria absoluta das respostas que recebo é: “Então, a ferramenta XYZ que uso lá na empresa me fornece esses dados e eu “baixo” o relatório”. Costumo retrucar da seguinte maneira: “E se você não tivesse essa ferramenta? Como você faria?”. Normalmente a resposta é um silêncio constrangedor seguido por uma embromação clássica para eu não ficar sem resposta.

Recentemente, um amigo e colega de profissão fez a seguinte pergunta em suas redes sociais: Se o Instagram acabasse amanhã, o que você faria? Sua empresa sobreviveria?

Ou seja, estamos lidando com uma geração acostumada com o “Delivery” de dados e informações, onde a maioria das respostas e soluções chegam de mão beijada, sem a menor preocupação ou interesse sobre como aquele resultado foi gerado.

E isso é preocupante. Muito preocupante!

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