fbpx

Faturamento do comércio eletrônico paulista cresce 3,6% no segundo trimestre de 2018, aponta FecomercioSP. Segundo pesquisa realizada pela Entidade em parceria com a Ebit/Nielsen, vendas do setor atingem R$ 4,07 bilhões.

As vendas do comércio eletrônico no Estado de São Paulo cresceram 3,6% no segundo trimestre de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017, atingindo R$ 4,07 bilhões. No primeiro semestre do ano, a taxa de crescimento real das vendas do setor foi de 4%.

Os resultados compõem a Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico, em parceria com a Ebit/Nielsen. A pesquisa traz dados sobre faturamento real, número de pedidos e tíquete médio e permite mensurar a participação do e-commerce nas vendas totais do varejo (eletrônico e físico) no Estado de São Paulo, segmentado em 16 regiões.

A participação do e-commerce nas vendas do varejo paulista no segundo trimestre ficou em 2,5%, estável em relação ao mesmo período de 2017. O número de pedidos foi de 9,8 milhões, alta de 2,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O tíquete médio no segundo trimestre de 2018 foi de R$ 412,96, ligeiramente acima do notado no primeiro trimestre deste ano (6,6%), que havia apontado uma média de R$ 387,24 em todo o Estado de São Paulo.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, ainda que haja instabilidade política, o cenário conjuntural atual é mais favorável e, aparentemente, viabiliza a continuidade da recuperação nas vendas do comércio eletrônico. O ambiente macroeconômico está com a inflação mais controlada, aliada à trajetória de queda nas taxas de juros, favorecendo a manutenção do poder de compra das famílias.

A previsão da Entidade é que o quarto trimestre do ano registre bom desempenho para as vendas do comércio, já que conta com a realização da Black Friday, que é um dos melhores períodos para o varejo eletrônico.

Bens de consumo

Desde janeiro de 2018, a PCCE também traz informações sobre as vendas de três categorias de bens de consumo: duráveis, semiduráveis e não duráveis. Segundo a assessoria econômica da Entidade, ainda que neste momento não seja possível estabelecer uma trajetória das vendas, dada a ausência de dados anteriores, a pesquisa permite traçar um quadro geral do comércio eletrônico.

No segundo trimestre de 2018, os bens duráveis tiveram grande peso no faturamento do setor, concentrando 72,2% das receitas e 41,7% do número de pedidos, com um tíquete médio de R$ 714,74. O comércio de bens semiduráveis representa 17,6% das vendas, 35,2% do total de pedidos, com um valor médio de R$ 206,18, enquanto os não duráveis têm uma parcela de 10,2% do faturamento, 23% dos pedidos e tíquete médio de R$ 182,81.

“As vendas de TVs de telas grandes motivadas pela proximidade da copa do mundo de futebol, coloboraram para o aumento do tíquete médio e consequente elevação no faturamento do comércio eletrônico no segundo semestre de 2018” diz Pedro Guasti, Presidente do Conselho de e-commerce da FecomercioSP”.

Capital

O faturamento real do comércio eletrônico na capital recuou 1,8% no segundo trimestre de 2018, atingindo R$ 1,53 bilhão, o maior entre as 16 regiões do Estado. Já o número de pedidos superou 3,8 milhões, com um tíquete médio de R$ 393,01. A participação da capital no e-commerce em relação ao faturamento total do varejo foi de 3%.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, apesar de amargar decréscimo no faturamento real do segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2017, a capital ainda assume uma posição muito relevante em termos de números de pedidos no total do Estado de São Paulo para as vendas no ambiente eletrônico. No segundo trimestre do ano, em torno de 39% dos pedidos foram realizados somente pela capital, representando aproximadamente 37% do faturamento do e-commerce.


Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) é realizada trimestralmente pela FecomercioSP a partir de informações fornecidas pela Ebit/Nielsen. Além dos dados de faturamento real, número de pedidos, tíquete médio, a pesquisa permite mensurar a participação do comércio eletrônico nas vendas totais do varejo paulista. As informações são segmentadas em 16 regiões que englobam todos os 645 municípios paulistas e abrangem todas as atividades varejistas constantes do código CNAE 2.0.

Este ano, a PCCE passa a trazer também informações sobre as vendas de três categorias de bens de consumo: duráveis, semiduráveis e não duráveis. Entre os bens duráveis estão automóveis e veículos, Blu-ray, brinquedos, casa e decoração, CDs, colecionáveis, construção e ferramentas, discos de vinil, DVDs, eletrodomésticos, eletrônicos, fotografia, games, informática, instrumentos musicais, joias e relógios, telefonia e celulares. Os semiduráveis são compostos por itens de arte e antiguidade, artigos religiosos, bebês e cia, esporte e lazer, indústria, comércio e negócios, livros, moda e acessórios, natal, papelaria e escritório. Já entre os não duráveis estão: alimentos e bebidas, assinaturas e revistas, perfumaria e cosméticos, petshop, saúde, serviços, sexshop e tabacaria.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.

Menu