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Comércio eletrônico deve encerrar o ano com alta de 39% em relação a 2020

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Comércio eletrônico deve encerrar o ano com alta de 39% em relação a 2020

Crescimento será generalizado entre setores, mas produtos como eletroeletrônicos terão destaque

O e-commerce deve finalizar 2021 com alta de 39% em relação ao ano passado, obtendo faturamento de R$ 43,4 bilhões. As projeções são baseadas nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE), elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Ebit/Nielsen. Seguindo a tendência verificada no ano anterior, as vendas obtiveram crescimento generalizado em todos os segmentos pesquisados.

Observou-se uma consolidação significativa das vendas pela internet, impulsionadas pela realidade dos anos de pandemia. Com as pessoas trabalhando em casa, muitos se utilizaram do comércio eletrônico para ter as demandas atendidas. Prova disso é que a participação das vendas dos bens duráveis – ou seja, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, entre outros –, no total das vendas do varejo físico, passou de 9%, em 2019, para 14%, em 2020. Em 2021, os bens duráveis devem registrar alta de 46% no faturamento real em comparação ao ano passado, alcançando a quantia de R$ 31,3 bilhões.

Na sequência, dentre os destaques setoriais no balanço deste ano, estarão os não duráveis (alimentos, por exemplo), com alta de 29%, R$ 5 bilhões em valores absolutos, e semiduráveis (vestuários, calçados, entre outros), com crescimento de 19%, R$ 7 bilhões também em valores absolutos. Quando se compara os trimestres de 2021, verifica-se que o tíquete médio também apontou crescimento em relação ao ano passado. Só entre abril e junho, cresceu, em relação a 2020, 20,4% (R$ 482), alavancado pela venda de bens duráveis, que contam com mais valor agregado e foram impactados pelas altas da inflação e do dólar durante o ano.

Em 2021, a participação do e-commerce no varejo físico no Estado de São Paulo chegou a 5,4%. Apesar de ter crescido em relação a 2020, quando era de 3,3%, ainda é baixo, o que demonstra a relevância do varejo físico para a economia. De acordo com dados de mercado, mais de 13 milhões de consumidores realizaram a primeira compra online na pandemia. Os clientes perceberam as vantagens do meio, como a facilidade e a variedade de produtos. Além disso, as formas de pagamentos digitais, como o PIX, atraíram novos consumidores (como os que ainda não têm cartão de crédito), potencializando as vendas.

Projeções para 2022

Considerando o forte desempenho obtido pelo comércio eletrônico em 2021 e o contexto de incertezas no ambiente econômico, com elevado nível de endividamento das famílias, inflação e alta dos juros, a FecomercioSP estima que as vendas cresçam de forma menos acelerada no ano que vem. De acordo com as projeções, o faturamento real do e-commerce no Estado de São Paulo deverá aumentar em torno de 7%, alcançando R$ 46,2 bilhões. A expectativa é de que haja crescimento nas vendas de não duráveis, especialmente de alimentos, bebidas e itens de cuidados pessoais pelo comércio eletrônico. Por sua vez, os setores tradicionais no comércio eletrônico, como é o caso de duráveis, devem continuar a curva de crescimento, porém, num ritmo menor.

A tendência, na avaliação da Entidade empresarial, é de que o conceito O2O (Online to Offline) cresça cada vez mais, beneficiando comerciantes e consumidores. A digitalização do comércio, acelerada pela crise sanitária, deve continuar mesmo com a abertura dos estabelecimentos. De forma a melhorar a experiência de compra do cliente, o varejo poderá mesclar vendas presenciais com as online. Assim, o consumidor poderá fazer compras pelo comércio eletrônico e retirar o produto no estabelecimento, comparar preços em diversas plataformas e negociar presencialmente, além de comprar online após ter experimentado o produto na loja física.

Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) é realizada trimestralmente pela FecomercioSP a partir da base de dados da Ebit|Nielsen. Além de dados de faturamento real, número de pedidos e tíquete médio, a pesquisa permite mensurar a participação do comércio eletrônico nas vendas totais do varejo paulista. As informações são segmentadas em 16 regiões administrativas, que englobam todos os 645 municípios paulistas e abrangem todas as atividades varejistas constantes do código CNAE 2.0.

A PCCE também traz informações sobre as vendas de três categorias de bens de consumo: duráveis, semiduráveis e não duráveis. Entre os bens duráveis estão automóveis e veículos, brinquedos, casa e decoração, colecionáveis, construção e ferramentas, eletrodomésticos, eletrônicos, fotografia, games, informática, instrumentos musicais, joias e relógios, telefonia, celulares, entre outros. Os semiduráveis são compostos por itens de arte e antiguidade, artigos religiosos, bebês e cia, esporte e lazer, indústria, comércio e negócios, livros, moda e acessórios, natal, papelaria e escritório. Já entre os não duráveis estão: alimentos e bebidas, assinaturas e revistas, perfumaria e cosméticos, petshop, saúde, serviços, sexshop e tabacaria.

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