Consultoria E-commerce Gus Digital

,

Recommerce, um modelo de negócio das antigas e que foi abraçado pelo digital

Recommerce é uma palavra derivada da expressão “reverse commerce”, que em português significa “comércio reverso”. É uma prática que envolve a compra e venda de produtos usados, seja por pessoas físicas ou jurídicas, com o objetivo de dar uma nova vida a esses itens e reduzir o desperdício.

O recommerce se tornou popular nos últimos anos devido à crescente preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade, além da busca por alternativas mais econômicas para a compra de produtos. Empresas especializadas em recommerce, como sites de compra e venda de produtos usados, oferecem aos consumidores a oportunidade de vender ou trocar itens que não utilizam mais e adquirir produtos de segunda mão por preços mais acessíveis. Essa prática também pode ser chamada de “economia circular”, pois incentiva o reaproveitamento de recursos e a redução do consumo excessivo.

Vale a pena apostar nesse modelo de negócio?

O recommerce está em crescimento e pode ser uma aposta interessante para empreendedores e empresas que buscam uma abordagem mais sustentável e inovadora para seus negócios. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey, o mercado global de recommerce deve crescer de US$ 24 bilhões em 2021 para US$ 64 bilhões em 2024. Isso mostra uma demanda crescente por produtos usados, o que pode ser explicado pelo aumento da consciência ambiental, a busca por preços mais acessíveis e a preocupação com o consumo consciente.

Além disso, a pandemia do COVID-19 acelerou a digitalização do comércio em geral e incentivou muitas pessoas a buscar alternativas de consumo mais conscientes e econômicas, o que também pode ter impulsionado o mercado de recommerce. No entanto, assim como em qualquer modelo de negócio, é importante avaliar cuidadosamente os riscos e oportunidades antes de investir no recommerce. É importante considerar questões como a concorrência, os custos de logística e armazenamento, a garantia da qualidade dos produtos e a segurança do processo de compra e venda.

Dá pra ganhar dinheiro com recommerce?

O lucro ao trabalhar com recommerce pode variar bastante, dependendo de vários fatores, como o tipo de produto, o nicho de mercado, a concorrência, a qualidade dos produtos e a eficiência da operação. Algumas empresas especializadas em recommerce relatam margens de lucro que variam de 20% a 50%, dependendo do produto e do mercado. No entanto, é importante lembrar que esses números podem variar muito e que o lucro também depende dos custos envolvidos na compra e venda dos produtos, como aquisição, armazenamento, transporte, reparos e marketing.

Outro fator importante a considerar é que o recommerce pode oferecer uma abordagem mais sustentável e ética para o comércio, o que pode atrair consumidores engajados em práticas de consumo consciente e sustentabilidade. Nesse sentido, o valor agregado à marca e à imagem da empresa pode ser uma vantagem competitiva importante, além do aspecto financeiro. Por fim, é importante lembrar que o sucesso do recommerce depende da habilidade da empresa em identificar e atender às demandas do mercado, bem como em oferecer uma experiência de compra e venda de qualidade para os consumidores.

Os produtos mais comercializados no recommerce

Os tipos de produtos mais comercializados no recommerce variam de acordo com o nicho de mercado e as tendências de consumo, mas geralmente incluem:

  • Vestuário e acessórios: roupas, sapatos, bolsas, relógios e joias.
  • Eletrônicos: smartphones, laptops, tablets, consoles de videogame, câmeras e acessórios.
  • Eletrodomésticos: geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupa, micro-ondas e outros equipamentos domésticos.
  • Móveis: sofás, mesas, cadeiras, armários, estantes e outros móveis usados em casas e escritórios.
  • Livros: romances, livros de negócios, guias de viagem, manuais técnicos e outros tipos de livros.
  • Brinquedos e jogos: bonecas, carrinhos, jogos de tabuleiro, videogames e outros tipos de brinquedos e jogos.
  • Artigos esportivos: equipamentos de ginástica, roupas esportivas, bolas, raquetes e outros itens relacionados a esportes.
  • Veículos: carros, motos, barcos e outros tipos de veículos usados.

Esses são apenas alguns exemplos de produtos que podem ser comercializados no recommerce, mas há muitos outros tipos de produtos que podem ser vendidos de segunda mão, desde que haja demanda suficiente no mercado. É importante avaliar cuidadosamente a viabilidade do negócio antes de investir em qualquer tipo de produto.

Conheça os principais sites de recommerce do mundo

O segmento de recommerce tem diversos líderes em diferentes países, cada um com uma abordagem única para o modelo de negócio e com um público-alvo específico. Abaixo, listo alguns exemplos de líderes no segmento de recommerce em diferentes países:

  • Estados Unidos: A empresa líder nos Estados Unidos é a ThredUp, que é especializada na venda de roupas usadas de marcas renomadas. Outros exemplos incluem a Gazelle, que se concentra na venda de eletrônicos usados, e a The RealReal, que vende roupas, bolsas e acessórios de luxo.
  • Reino Unido: A rede de lojas de caridade Oxfam é um dos principais players no Reino Unido, vendendo roupas, livros e outros produtos usados. Outros exemplos incluem a musicMagpie, que se concentra na venda de CDs, DVDs e eletrônicos usados, e a CEX, que compra e vende eletrônicos usados.
  • França: A empresa líder na França é a Vestiaire Collective, que é especializada em roupas, bolsas e acessórios de luxo. Outros exemplos incluem a Le Bon Coin, que é uma plataforma online para venda de produtos usados em geral, e a Emmaus, que é uma rede de lojas de caridade que vende produtos usados.
  • Brasil: No Brasil, o Enjoei é um exemplo de empresa líder no segmento de recommerce, oferecendo uma plataforma online para a compra e venda de roupas, acessórios e produtos de decoração usados. Outros exemplos incluem a OLX, que é uma plataforma online para venda de produtos usados em geral, e a Trocafone, que se concentra na venda de smartphones usados.
  • Índia: Na Índia, a Cashify é uma das empresas líderes no segmento de recommerce, comprando e vendendo smartphones usados. Outros exemplos incluem a Zefo, que se concentra na venda de móveis e eletrônicos usados, e a CashKaro, que oferece cashback para compras de produtos usados em diversas categorias.

Esses são apenas alguns exemplos de líderes no segmento de recommerce em diferentes países. É importante lembrar que o mercado de recommerce é dinâmico e em constante evolução, e que novas empresas podem surgir a qualquer momento.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *